Embora a identificação do Toxoplasma gondii tenha ocorrido em 1908, sua transmissão permaneceu um mistério durante trinta anos. Em 1939, houve a primeira evidência da transmissão congênita. Ainda assim, o ciclo evolutivo, a explicação de sua ampla distribuição geográfica e as vias de transmissão permaneceram na obscuridade até 1970. A evidência de que o toxoplasma é um parasita intracelular obrigatório, por exemplo, só foi demonstrada experimentalmente em 1937. Na década de 1950, uma das principais questões entre os cientistas era explicar como tantos animais e seres humanos se infectavam com T. gondii. A demonstração da resistência de bradizoítos derivados de cistos teciduais (presentes em carne crua ou malcozida) às enzimas proteolíticas permitiu a confirmação que esta era uma das vias de transmissão do parasita. Esses dados conflitavam com a alta incidência de infecção entre os herbívoros e vegetarianos. Esse quadro de dúvida foi elucidado quando o oocisto foi identificado como forma resistente do parasita que pode ser ingerido por alimentos, solo ou água, justificando sua ocorrência entre vegetarianos e herbívoros. Em relação à toxoplasmose, analise as assertivas a seguir:
I. O oocisto presente nas fezes de gatos é derivado do desenvolvimento sexual do parasita no intestino dos felinos.
II. O gato e outros felídeos são considerados os hospedeiros definitivos do parasita.
III. Embora os cistos teciduais se desenvolvam em diversos órgãos, eles são prevalentes nos tecidos muscular e nervoso.
IV. Os oocistos são produzidos no epitélio intestinal dos hospedeiros definitivos e eliminados, ainda imaturos, junto com as fezes no meio ambiente, onde sofrem maturação.
Quais estão corretas?