A partir de dados do IBGE, as despesas familiares com transportes podem ser consideradas com as seguintes distribuições:
| Faixa de Rendimento Familiar em Salários Mínimos | Despesa Familiar Média com Transportes (%) | |
| Total | Público | |
| até 2 | 15 | 36 |
| 2 a 3 | 10 | 21 |
| 3 a 6 | 12 | 15 |
| 6 a 10 | 13 | 12 |
| 10 a 15 | 13 | 7 |
| 15 a 25 | 15 | 5 |
| mais de 25 | 22 | 4 |
A questão da eficiência dos transportes urbanos pode ser sumarizada como apresentado no diagrama a seguir:

Pode-se concluir, a partir das informações, que os investimentos em transporte público são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida urbana, justificando a adoção de procedimentos a favor dos usuários de transporte público. Considerando a Lei da Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012) pode-se afirmar que para a obtenção desta melhoria da qualidade dos transportes públicos deve-se:
I. Adotar subsídios diretos aos usuários de transporte público.
II. Implantar restrição à circulação de automóveis particulares com bloqueio de faixas e até vias nas quais passem coletivos.
III. Priorizar a circulação nas vias de meios não motorizados, em primeiro lugar, e de transporte público em segundo lugar.
IV. Adotar procedimentos similares a pedágio urbano para restringir ou inibir o acesso de automóveis a determinadas áreas ou vias urbanas, obrigando seus usuários a optar pelos transportes públicos. Este pedágio urbano deve ser para os que têm renda familiar a partir de 10 salários mínimos, quando há uma inflexão nos gastos familiares, pois a partir daí só são 16% dos deslocamentos que ocorrem por transporte público e cerca de 49% que são de usuários de automóveis.
Completam corretamente o enunciado somente as afirmativas