Para responder a questão, leia o texto a seguir.
Recebo um monte de e-mails carinhosos que começam com um simples Martha, ou Cara Martha, ou Prezada Martha, uma intimidade natural, já que de certo modo participo da vida das pessoas através do jornal. Mas quando entra um e-mail intitulado Dona Martha, valha me Deus. Respiro fundo porque já sei que vão me detonar, vão me chamar das coisas mais horrendas, vão me humilhar até me reduzirem a pó. Mas leio tudo, pois lá no finalzinho, encontrarei o infalível “Cordialmente, Fulano”. Cordialmente é ótimo. Cordialmente, fui esculhambada.

E quando chega uma correspondência pra você em que no envelope está escrito “Ilustríssima”? Penso três mil vezes antes de abrir. Mas abro, mesmo sabendo que não é convite pra festa, pré-estreia de filme, desfile de moda, sessão de autógrafos ou inauguração de restaurante. Ilustríssima? Só pode ser convite para a palestra de algum PhD em física quântica, para comemoração do bicentenário de uma loja demolduras ou convocação para reunião de condomínio.
Agora, pânico mesmo, só quando me chamam de Vossa Excelência. Como não sou o Presidente da República, volto a pensar três mil vezes antes de abrir a correspondência, mas resolvo não abrir coisa nenhuma. Só pode ser do Judiciário. Intimação para depor.
Com o mesmo funcionamento explorado na crônica, os segmentos detonar e três mil vezes não estariam adequados à linguagem dos atos e comunicações oficiais. Isso se deve ao fato de que ______, cujo entendimento implica conhecer um léxico próprio a determinados grupos sociais ou faixa etária, prejudicam a ______ da mensagem, além de que a ideia de quantidade explorada intencionalmente pela cronista como exagero vai de encontro ao princípio da ______, característico dos textos oficiais.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.