17/10/2013
O Estado de S. Paulo
Universidades brasileiras devem promover internacionalização, valorizar mérito, flexibilizar regras e reduzir burocracia se quiserem chegar à elite do ensino superior
Herton Escobar
Repórter especial de Ciência e Ambiente do jornal O Estado de S. Paulo
Promover a internacionalização, valorizar o mérito, flexibilizar as regras e reduzir a burocracia. Essa é a receita básica que as universidades brasileiras precisam seguir se quiserem ficar mais parecidas com Harvard, Oxford, Stanford e outras instituições de ensino e pesquisa que aparecem no topo dos rankings internacionais, segundo especialistas ouvidos pelo Estado. (...)
Segundo os especialistas, é preciso flexibilizar as regras e abrir as portas das universidades para estrangeiros – não obrigando-os a falar português, mas fomentando o uso do inglês entre os brasileiros, seja na sala de aula, nos laboratórios, ou nas chamadas de projetos e contratações.
“A língua é uma questão chave. As universidades asiáticas que estão em ascensão adotaram o inglês tanto para o ensino quanto para a pesquisa. É a língua universal de comunicação acadêmica, indispensável para universidade com uma visão global que queiram participar desse diálogo”, disse ao Estado Phil Baty, editor responsável pela formulação do ranking de melhores universidades do mundo do Times Higher Education (THE). (...)
Burocracia
Além da questão linguística, a internacionalização terá de passar também, obrigatoriamente, pela solução de uma série de mazelas “domésticas” que os cientistas brasileiros enfrentam diariamente. Em especial, a burocracia — legal e institucional — e a morosidade do sistema público como um todo. Tudo é complicado. Tudo é demorado.
Além de aprender a língua local, um pesquisador estrangeiro que viesse trabalhar numa universidade brasileira teria de se acostumar, por exemplo, a preencher dezenas de formulários, pedir autorização para tudo, fazer licitações e esperar até seis meses para importar insumos básicos de laboratório que, nos Estados Unidos ou na Europa, são comprados facilmente via internet e levam poucos dias para chegar. “Nossa burocracia é muito burra; ela emperra tudo. Não tem como ser competitivo desse jeito”, diz o médico Jorge Kalil, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Instituto Butantan. “Precisamos ser mais ágeis em tudo.”
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Fonte: http://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/notas/
universidadesbrasileiras-devem-promover-internacionalizacao-valorizar
-merito-flexibilizarregras-e-reduzir-burocracia-se-quiserem-chegar-a-elite
-do-ensino-superior (texto adaptado). Acesso em 16 de maio de 2014.
Analise as frases apresentadas a seguir, retiradas do texto, e assinale a alternativa que apresenta um sinônimo para a palavra sublinhada na primeira frase e um antônimo para a palavra sublinhada na segunda frase:
“...a internacionalização terá de passar também, obrigatoriamente, pela solução de uma série de mazelas “domésticas”...”
“As universidades asiáticas que estão em ascensão adotaram o inglês tanto para o ensino quanto para a pesquisa.”