As doenças puerperais podem retardar o início do serviço dos animais em cerca de 60 a 80 dias, o que acarreta uma perda na eficiência reprodutiva do rebanho e, consequentemente enorme prejuízo econômico aumentando os custos da produção. As causas dessas afecções no pós-parto estão associadas a vários fatores. Com relação às doenças puerperais, leia as afirmativas a seguir e assinale a afirmativa correta.
I. A endometrite pós-puerperal crônica tem como principal fator causal, a inércia uterina. Os sintomas gerais são prostação, anorexia, hipertermia, diarréia, taquicardia e taquipnéia. Através da palpação retal, identifica-se útero cônico, com aderências e repleto de conteúdo fétido, achocolatado e pouco viscoso.
II. A endometrite puerperal aguda é a cronificação de endometrites puerperais ou infecção ascendente via vaginal. Essa é uma das principais causas de infertilidade ou subfertilidade nos bovinos. Isso ocorre porque não é feito um bom controle no puerpério com utilização de especulo e avaliação de muco vaginal.
III. A metrite é uma enfermidade na qual ocorre comprometimento do miométrio por agentes infecciosos. É comum sua ocorrência no puerpério pelos fatores predisponentes do parto (distocia, ferimentos vaginais, retenção de placenta, prolapso uterino, manobras sem assepsia, presença de cio anovulatório no 14º dia pós-parto que mantém o colo aberto). Os sintomas são caraterizados por hipertermia, corrimento vaginal purulento, alterações no estado geral, inapetência e queda na produção láctea.
IV. A ruptura de períneo geralmente é ocasionada por fetos grandes e em partos não assistidos ou mal assistidos. O tratamento e o prognóstico dependem de cada caso. As rupturas de períneo são comuns em fêmeas primíparas e animais que apresentam má formações, cicatrizes e retração em genital externo.