As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
1 Os rumores começaram a chegar de Bagdá pelas redes
sociais. Falava- se de um ataque nas proximidades do
aeroporto da capital iraquiana, mas as especulações
ainda asseguravam que quem havia sido assassinado
5 era o porta- voz das Forças de Mobilização Popular
(FMP) - ou Hashd al- Shabi -, o agrupamento de
dezenas de tropas criado no marco da luta contra o
Estado Islâmico em 2014. Com o passar do tempo,
soubemos que figuras mais importantes foram atingidas
10 por aquele míssil. Coube à televisão iraniana confirmar,
já de madrugada, que no carro explodido estava o
general Qassem Soleimani. Informaram também que em
sua companhia estava Abu Mahdi al-Muhadis, o
segundo homem das FMP e a pessoa mais próxima do
15 iraniano em território iraquiano.
Soleimani era um general atípico. Nos últimos anos,
especialmente desde a guerra na Síria e a posterior
batalha contra o Isis no Iraque, ele se transformou numa
espécie de popstar para milhões de iraquianos, Sua
20 lealdade. e isso era claro para todos, era devotada ao
aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã. Mas, acima
de tudo, à República Islâmica. Era assim que grande
parte dos iraquianos o via, como o grande protetor do Irã
perante os grupos extremistas islâmicos. Graças a ele,
25 diziam muitos, podiam dormir em paz. Por isso, a notícia
do seu assassinato foi um terremoto que abalou
profundamente o Irã.
A notícia chocou o país logo ao acordar. Pouco depois,
Khamenei publicou um tuíte pregando uma "dura
30 vingança". A partir daí essas palavras do patriota
dispararam com a hashtag mais usada do Irã. "Escute,
Donald Trump. Toda essa gente está aqui por sua causa.
Porque você começou uma guerra que nós vamos pôr
fim. A América vai pagar por isso", dizia Ahmad
35 Ghassam Feith, um jovem de 32 anos que assistiu
naquela manhã à oração das sextas- feiras em Teerã. Ao
terminar a prece, milhares de pessoas desfilaram
carregando a foto do general. O grito de "Morte à
América", que, desde a vitória da Revolução há quarenta
40 anos, estruge no Irã, era ouvido e sentido cada vez mais
forte, mais real do que nunca.
(Adaptado de piaui.folha.uol.com.br/diario-de-teera/, em 10/01/2020
A utilização da crase em “à” na frase abaixo é justificada pela seguinte regra gramatical:
“... dizia Ahmad Ghassam Feith, um jovem de 32 anos que assistiu naquela manhã à oração das sextas-feiras em Teerã.” (linhas 34 a 36).