Magna Concursos
1240090 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é
[falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada
[nos meus braços,

que rio e danço e invento exclamações

alegres,

porque a ausência, essa ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.

ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:

Nova Aguilar, 2003.

Atente para as seguintes afirmações sobre o poema Ausência:

I. Pode-se considerar que o eu lírico do poema, inicialmente, sentia falta de alguém ou alguma coisa. No entanto, com o passar do tempo, ele ignorou esse sentimento e não sofre mais.

II. É possível afirmar que, de tanto sentir falta de uma pessoa ou de algo que estava ausente, o eu lírico, através de sua experiência, passou a sentir que essa pessoa ou esse objeto estava presente.

III. O eu lírico sempre lastimou a ausência da pessoa amada ou a falta de algo, no entanto, após ter sido roubado, parou de lastimar a ausência, porque descobriu que a vida é para rir e para dançar.

É correto o que se declara em

 

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