Maria, assistente social no Ministério Público, é uma profissional experiente que, além de suas atividades regulares, participa ativamente de um grupo de estudos formado por assistentes sociais da instituição. Durante uma das reuniões desse grupo, marcada pela intensa troca de experiências e reflexões sobre os desafios da prática profissional, Maria destacou uma questão crucial que tem impactado diretamente a qualidade de suas intervenções: a falta de priorização do planejamento das suas intervenções.
Ela compartilhou que, ao longo do ano de 2024, o volume crescente de demandas emergenciais e a constante pressão por respostas imediatas têm sido exaustivos, deixando-a sobrecarregada e com a sensação de estar apenas “apagando incêndios” no seu cotidiano profissional. Maria explicou que essa dinâmica compromete significativamente a qualidade de suas ações, pois o tempo e a energia que deveriam ser destinados à reflexão crítica e ao planejamento são continuamente absorvidos pelas urgências diárias.
Ao expor sua preocupação ao grupo, Maria argumentou que o planejamento deve ser compreendido não apenas como uma ferramenta organizacional, mas como um componente necessário para garantir intervenções que concretizem suas intencionalidades profissionais em consonância com o projeto ético-político do Serviço Social. Ela enfatizou que, sem um planejamento adequado, o risco é que a atuação do assistente social se restrinja a respostas pontuais e desarticuladas.
Considerando as reflexões apresentadas por Maria, assinale a alternativa que também poderia ser utilizada, durante a sua fala, para reforçar a importância do planejamento no cotidiano profissional do assistente social em consonância com o projeto ético-político.