Um homem de 45 anos, diagnosticado com esquizofrenia
paranoide há duas décadas, com histórico de múltiplas
internações psiquiátricas e em uso regular de medicação
antipsicótica, é acompanhado por um psicólogo em um
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II). Atualmente,
seus sintomas psicóticos produtivos (delírios e
alucinações) estão parcialmente estabilizados, porém ele
apresenta acentuado embotamento afetivo, avolição e
isolamento social, permanecendo a maior parte do tempo
em seu quarto e recusando-se a participar das oficinas
terapêuticas. A equipe multiprofissional, em reunião,
discute a necessidade de uma intervenção que vá além
do controle sintomático e medicamentoso, visando à
reabilitação psicossocial do usuário. Diante deste cenário
complexo, e considerando os princípios da clínica na
atenção psicossocial e da clínica ampliada, qual
estratégia de intervenção proposta pelo psicólogo se
mostra adequada e consistente com o projeto de cuidado
em liberdade?