Da Educação Tradicional à Escola Nova
Todos os conceitos e todas as teorias estão
interconectados. Não há conceitos em hierarquias.
Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante
do que a outra. A visão do conhecimento em rede
constitui um instrumento para a transformação
potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o
como um processo, algo que não possui um aspecto
definível absolutamente fixo. Implica um sistema
aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que
está em constante fluxo de energia, capaz de
crescimento e de transformação sem fim. A imagem
de rede, tanto do conhecimento em rede como de
redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade,
plasticidade, interatividade, adaptabilidade,
cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.
As novas gerações encontram-se inseridas em
diversas redes e não concebem seu cotidiano sem
interações e trocas e compartilhamentos constantes e
rápidos de informações. Sendo assim, na medida em
que a universidade tem papel incontestável na
formação do caráter discente, pode vir a transformar
fundamentalmente a realidade da sociedade.
TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B.
Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a
cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com
adaptações.