Na atualidade, somos herdeiros de uma forma que poderíamos chamar clássica, que consiste em aplicar uma camada de verniz resistente ao ácido – um misto de cera, asfalto ou betume da Judéia e resina – sobre uma chapa brunida e desoxidada de cobre – que também pode ser de latão, zinco, ou aço – que, após seca, é riscada com agulha ou ponta-seca, visando a expor o metal. Feito isso, a chapa recebe uma camada de verniz pelo verso e é imersa em uma bacia com ácido – nítrico ou às vezes clorídrico, a depender do tipo de mordaçagem que se pretende: rápido ou lento – tantas vezes quanto mordidas sejam necessárias, sem perder de vista que, a cada mordida, a chapa recebe camadas de verniz para proteger o já mordido, e que outras hachuras continuam a ser desenhadas, sobrepostas às primeiras, até se obter o grau de meio-tom almejado.
(Fernando Gómez Alvarez, 2017. Adaptado)
O excerto descreve a técnica da