Um paciente de 79 anos de idade foi admitido no pronto atendimento apresentando quadro clínico de dor abdominal lancinante, iniciada aproximadamente duas horas antes. Ao exame físico, encontrava-se em regular estado geral e com volumosa massa abdominal pulsátil. Refere hipertensão arterial sistêmica, tabagismo e insuficiência renal crônica não dialítica. Foi submetido à angiotomografia de abdome, a qual revelou a presença de grande aneurisma da aorta abdominal com comprometimento das artérias viscerais, e a equipe de cirurgia vascular optou pela correção do aneurisma por técnica endovascular. O paciente evoluiu com paraplegia no pós-operatório. No tratamento dos aneurismas de aorta torácica, a isquemia medular consiste na mais devastadora complicação. Grandes metanálises mostram uma incidência de 4% para tratamento endovascular, sendo de 2% para os descendentes e de 9% para os toracoabdominais, sem diferença estatisticamente significativa entre as correlações abertas e endovasculares desde que estratificados por extensões semelhantes de cobertura. O risco do paciente desse caso clínico inclui