Em consonância com os fundamentos da
Política Nacional de Cuidados Paliativos, bem como
com os preceitos éticos que regem a atuação
profissional em contextos de terminalidade, cabe à
equipe de saúde adotar uma abordagem centrada no
paciente e na escuta ativa das famílias, reconhecendo a
finitude como parte do processo terapêutico. Considere
o seguinte cenário clínico: paciente oncológico com
diagnóstico de neoplasia maligna avançada, com
metástases ósseas e hepáticas, evolui com dor de difícil
controle, declínio funcional progressivo, inapetência
persistente, sofrimento psicoexistencial e perda de
responsividade aos esquemas terapêuticos instituídos.
Em reunião multiprofissional, o enfermeiro propõe a
reformulação do plano de cuidado, com enfoque
paliativo. No entanto, os familiares insistem na
manutenção de medidas terapêuticas invasivas e
insistem na adoção de tratamento quimioterápico
experimental, embora sem respaldo clínico eficaz.
Diante do impasse, qual conduta está mais alinhada aos princípios da dignidade, proporcionalidade terapêutica
e comunicação compassiva no cuidado paliativo?