Em toda parte, nessa época, novelos de fumo sobem ao céu de todos os pontos do horizonte. Setembro é sempre o mês das queimadas. Rasgam a floresta amazônica as labaredas de milhares de incêndios. Parece que o delírio da chama vai converter num só mar de fogo os plainos de em torno. E nada subsistirá. Nem mesmo uma verde copa de árvore. Mas a floresta defende-se com a umidade e voltará a vestir-se com o canto dos pássaros. Fica apenas de bordas crestadas. E a queimada extingue-se, afinal, no seio que a alimentou: a derrubada.
(RANGEL, Alberto. Conto “Terra caída”, in: Inferno verde, p. 64. Texto adaptado.)
Assinale a alternativa que apresenta apenas linguagem denotativa: