O período posterior à Segunda Guerra Mundial foi marcado pela reconstrução europeia e japonesa, pela Guerra Fria, pela descolonização e pela internacionalização da hegemonia americana. Foi, também, um período de enorme crescimento produtivo nos países desenvolvidos. O fato é que os primeiros trinta anos do pós-guerra constituíram uma era única na história contemporânea. A espantosa recuperação do mundo capitalista, quanto ao crescimento econômico e avanços tecnológicos, revolucionou as pautas de consumo e comportamento até então existentes. A interdependência gradual dos mercados, combinando-se com um Estado que assumia tarefas econômicas e sociais, propiciou o que Hobsbawm definiu como “o grande salto”. Era o Estado regulador ou de bem-estar social.
Enrique Serra Padrós. Capitalismo, prosperidade e Estado de bem-estar social. In: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha (Orgs.). O Século XX: o tempo das crises — revoluções, fascismos e guerras. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 229-236 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência e considerando a realidade histórica mundial que se segue à Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.
Embora desprovido de base teórica que orientasse suas ações, o Estado do pós-Segunda Guerra, classificado, no texto, como regulador ou de bem- estar social, teve êxito graças ao aumento da produção, da renda e do emprego, enquanto se comprimia a demanda como forma de impedir a volta da inflação.
Embora desprovido de base teórica que orientasse suas ações, o Estado do pós-Segunda Guerra, classificado, no texto, como regulador ou de bem- estar social, teve êxito graças ao aumento da produção, da renda e do emprego, enquanto se comprimia a demanda como forma de impedir a volta da inflação.