Um paciente de 68 anos de idade, com câncer de pulmão avançado, de não pequenas células, com metástases, mostrase incapacitado, requerendo cuidados especiais e auxílio para tarefas cotidianas. Como não apresenta ingestão oral, no pronto-socorro, há quatro dias, iniciou-se dieta enteral por sonda nasoentérica. Encaminhado para internação por suspeita de contaminação pelo novo Coronavírus humano (Covid-19), com respiração de Cheynne-Stokes, pele fria e cinzenta, identificaram-se, segundo laudo de tomografia, lesões em vidro fosco em mais de 75% dos pulmões. Contataram-se gasometria arterial com PaO2 = 48 mmHg (VR = 80 mmHg – 100 mmHg); pCO2 = 76 mmHg (VR = 35 mmHg – 45 mmHg); pH = 7,14 (VR = 7,35 – 7,45); HCO3 = 12 mEq/L (VR = 22 – 26 mEq/L). Ele encontra-se bastante sonolento e em delirium. O filho e a filha do paciente que acompanham o pai, referem ser desejo manifesto, durante comunicação com psicólogo e colega médico, de ele não ser submetido a medidas invasivas. A filha concorda com o posicionamento do pai, mas, no atual momento, não gostaria desse desfecho.
No que tange a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
Nesse momento, o correto é orientar quanto à sobrevida, apoiando-se em pilares da medicina que são o diagnóstico, o tratamento e o prognóstico, e prometendo aos filhos momentos juntos.