FRANÇOIS MAURIAC (1885-1970)
Nascido em Bordeaux, de uma família burguesa abastada e católica, François Mauriac estudou literatura em sua cidade natal e em Paris antes que a riqueza familiar lhe permitisse devotar-se inteiramente à literatura. O primeiro verdadeiro sucesso chegou na década de 1920, com a publicação do romance O beijo ao leproso.
Os primeiros romances de Mauriac retratam o universo da burguesia provinciana de sua infância. A atmosfera é sufocante e destituída de moral, mas as intenções religiosas não estão aparentes à primeira vista. Abalado por uma crise religiosa entre 1928 e 1931, Mauriac batalhou com aquilo que enxergava como o dilema de todo autor cristão: como descrever a perversidade humana sem expor o leitor à tentação.
A mudança dramática em sua obra subsequente fica evidente.ao se compararem os dois livros mais conhecidos de Mauriac. Em Thérèse Desqueyroux, a heroína tenta assassinar o marido para escapar de uma vida asfixiante. Embora o retrato psicológico de Thérèse seja compassivo, está claro que suas ações só servirão para enredá-la ainda mais. Porém, em seu romance mais bem-sucedido, O nó de víboras, a má vontade do protagonista em relação a sua família e sua cobiça são superadas pelo despertar espiritual. Além da ficção e da poesia, Mauriac foi um jornalista de destaque, autor de eloquentes artigos políticos para diversos jornais. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi um dos mais atuantes escritores da Resistência Francesa, e depois foi um proeminente defensor de Charles de Gaulle, Também divulgou amplamente suas posições em relação à própria literatura, procurando se justificar junto aos críticos e delinear suas intenções morais. Em 1952, Mauriac recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, pela “profunda percepção espiritual e intensidade artística que empregou, em seus romances, para penetrar no drama da vida humana”. (PATRICK, Julian. Grandes Escritores. Rio de Janeiro: Sextante, 2009, p. 286).
Também no começo do texto, o autor escreve que “(...) Mauriac estudou literatura (...). Assinale a alternativa que apresenta o tempo/modo em que o verbo em questão está conjugado.