Analise o texto a seguir:
Impacto econômico do envelhecimento da população pode ser adiado, diz presidente do IBGE
(...) Um levantamento de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), feito com exclusividade para a CNN, mostra que a taxa de fecundidade vem caindo progressivamente no Brasil. Ou seja, as mães brasileiras estão tendo cada vez menos filhos, em média. Nas últimas décadas, o índice já despencou de uma média de 6,16 filhos por mulher no Brasil, em 1940, para 1,76 filho por cada mãe do país, no dado mais recente, de 2020.
(...) A menor taxa de fecundidade e a tendência de gravidez tardia indica um processo de transição demográfica no Brasil. Até então, o país vive o chamado “bônus demográfico”, quando existem mais brasileiros na faixa etária adulta e apta a trabalhar – a chamada população economicamente ativa – do que nas idades mais avançadas e aposentados. No longo prazo, a expectativa é de que esse cenário se inverta.
(...) Em entrevista à CNN nesta quarta (12), o presidente do IBGE, Eduardo Rios Neto, afirmou que ampliar o acesso da população ao ensino superior é uma saída para adiar os impactos do fim do bônus demográfico, e ainda buscar algum impulso econômico nos jovens trabalhadores.
Para o economista e demógrafo, essa questão é a “variável chave para o mercado de trabalho até 2040”.
“Para você ter uma virtuosidade nesse momento de quase envelhecimento, que é o finzinho do bônus demográfico, é fundamental que a renda cresça com a idade”, disse. “Normalmente nos segmentos de menor escolaridade, a renda não varia tanto por idade, ela é quase horizontal. Você vai envelhecendo ganhando o mesmo tanto. Mas isso ocorre no mercado superior de trabalho”, completou.
YAZBEK, Priscila; LOPES, Leonardo. Impacto econômico do envelhecimento da população pode ser adiado, diz presidente do IBGE. CNN Brasil. São Paulo, 2022.
Disponível em: < https://www.cnnbrasil.com.br/business/impacto-economico-do-envelhecimento-da-populacao-pode-ser-adiadodiz-presidente-do-ibge/>. Acesso em: 18 jan. 2022.
Sobre o crescimento populacional brasileiro, analise as assertivas abaixo:
I. O texto da reportagem afirma que a taxa de fecundidade no Brasil vem caindo progressivamente, e muito disso se dá pela ampliação do papel da mulher no mercado de trabalho. Segundo o IPEA, a presença de mulheres em idade ativa no mercado brasileiro passou de 56,1% em 1992 para 61,6% em 2015.
II. Mesmo com a turbulência dos últimos dois anos causada pela pandemia do Covid-19, a expectativa de vida no país seguiu apresentando números que apontam para o seu crescimento.
III. É classificada de População Economicamente Ativa (PEA) a parcela que pode trabalhar no setor produtivo e que ajuda com a força de trabalho. No Brasil, é entendida entre 15 e 65 anos.
IV. A participação feminina ainda é menor que a masculina por conta de fatores como discriminação no mercado de trabalho e normas culturais, que estabelecem um papel para a mulher como a principal responsável pelos filhos e pelos trabalhos domésticos. Mesmo diante desse cenário, a taxa de participação feminina apresentou crescimento contínuo para as gerações nascidas a partir de meados dos anos 1940, enquanto a taxa de participação masculina mostrou tendência de queda ao longo dos anos.
Quais estão corretas?