Magna Concursos
2401329 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: Câm. Alenquer-PA
Enunciado 2964054-1
Millôr Fernandes
Quando os eruditos descobriram a língua, ela já estava completamente pronta pelo povo. Os eruditos tiveram apenas que proibir o povo de falar errado.
No princípio era o verbo. Defectivo, naturalmente.
Como não é machista, sempre que a frase tem maioria de mulheres o autor usa o pronome feminino [comentando a frase: "Ivan Pinheiro Machado, com as editoras Fernanda Veríssimo e Jó Saldanha tomaram para elas próprias..."].
Entre o porque e o por quê há mais bobagem gramatical do que sabedoria semântica.
Por quê? É filosofia. Porque é pretensão.
Está bem, lingüista, se dois é ambos, por que três não é trampos?
As palavras nascem saudáveis e livres, crescem vagabundas e elásticas, vivem informes, informais e dinâmicas. Morrem quando contraem o câncer do significado definitivo e são recolhidas ao CTI dos dicionários.
Devemos ser gratos aos portugueses. Se não fossem eles estaríamos até hoje falando tupi-guarani, uma língua que não entendemos.
É evidente que no princípio foi a interjeição, insopitável pelo espanto diante do fogo, do raio. Depois foi o substantivo para designar a pedra e a chuva. E logo o adjetivo, que fazia tanta falta para ofensas. Mas eles continuam insistindo em que no princípio era o verbo.
Que língua, a nossa!
A palavra oxítona é proparoxítona.
Extraído do livro:
Millôr definitivo: a bíblia do caos.
Porto Alegre: LP&M, 2000. 524 p.
Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=10877>.
Releia o fragmento de texto abaixo:
“Como não é machista, sempre que a frase tem maioria de mulheres o autor usa o pronome feminino.”
Esse trecho foi reescrito, mantendo-se as relações de sentido, em
 

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