I. “Uma das dificuldades para a educação linguística no ensino brasileiro é a tentativa de desenvolver a competência em leitura e a forma como esse tratamento pode ser abordado em sala de aula. O gênero tirinha (ou tiras) apresenta-se como um evento comunicativo bastante pertinente para um estudo qualitativo e interpretativo sobre as diferentes opções que os usuários da língua dispõem para construir seu texto.” (MARINHO, Ciro Filgueira et all. Construção e produção de sentidos em tirinhas: entre o dito e o não dito).
(Disponível em http://www.gelne.com.br/arquivos/anais/gelne-2014/anexos/185.pdf, acessado em 01/09/2018).
II. “Dizer que pressuponho X, é dizer que pretendo obrigar o destinatário, por minha fala, a admitir X, sem por isso dar-lhe o direito de prosseguir o diálogo a propósito de X. O subentendido, ao contrário, diz respeito à maneira pela qual esse sentido é manifestado, o processo, ao término do qual deve-se descobrir a imagem que pretendo lhe dar de minha fala".
(O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987, p. 42).
III.

(Disponível em: http://linguassoltas.wixsite.com/linguasolta/single-post/2016/09/26/Pressupostos-Subentendidos)
A título de exemplificação do que se acabou de afirmar em (I) e (II), e ao explorarmos a aplicação e utilização da teoria dos pressupostos e subentendidos, na perspectiva de Ducrot, pode-se afirmar que na tirinha em destaque (III):