Magna Concursos
2655895 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: INTEGRI
Orgão: Pref. Votorantim-SP

Leia o texto para responder a questão.

Futebol: Atuação de jogadores em campo pode trazer lições de ética às crianças

Na época da Copa do Mundo, mesmo as pessoas que não apreciam tanto o futebol, se veem envolvidas no clima de torcida e no clima de festejos que cercam os jogos. Álbuns de figurinhas, “cards”, bandeiras, cornetas, camisetas: nunca o verde-amarelo foi tão cultuado. Os jogadores de futebol passam a ser considerados ídolos, principalmente pelas crianças.

Quem são esses ídolos? Quem são essas pessoas que estão servindo de modelos de identidade para nossos filhos? São aqueles que como o Messi da Argentina distribui parte de seus ganhos para instituições que amparam crianças em seu País ou são aqueles que se gabam que a violência contra o adversário é justificável ou que se sentem acima da ordem e da lei?

Levamos anos para começarmos a nos livrar daquela ideia maléfica de que o brasileiro é aquele que dá um jeitinho em tudo, que é malandro, que é esperto e que sempre leva vantagem (à custa dos outros, é lógico), ideia propagada, coincidentemente por outro jogador de futebol, há tempos.

A televisão tem mostrado jogadores fazendo faltas sobre faltas, muitas intencionais, tem mostrado jogadores que, propositadamente, chutam, não a bola, mas pisam ou chutam seus, no momento, adversários, em lugares do corpo preciso, que podem inutilizá-los para sempre como jogadores. Isto é maldade pura, é falta de lealdade e é falta de caráter. Pais precisam apontar isso para seus filhos. Devem aproveitar essas cenas, tão repetidamente mostradas na televisão, para exemplificar o que não pode ser feito em nenhuma situação e nem em nenhum momento da vida.

Jogos não podem ser ganhos com deslealdade, violência e maldade. Basta lembrar o exemplo do time brasileiro de futebol, no seu último jogo na Copa do Mundo. Da mesma maneira, na vida nada se ganha com deslealdade, esperteza e violência.

Pessoas que fazem alarde da própria violência, que não têm controle sobre seus impulsos e que abusam de sua agressividade merecem, de verdade, a expulsão, não somente de jogos, mas das chances e benefícios do convívio com os demais. Jamais poderão ser vistas como líderes ou modelos de identidade para nossos filhos.

É necessário que os pais expliquem para seus filhos o que significa expulsão em jogos de futebol. Devem mostrar que expulsão é fazer sair à força, é expelir, é excluir vergonhosamente do grupo. É um castigo que se aplica para atos desonrosos, na classe, na escola, no trabalho, nos esportes, enfim na vida.

O ser humano não é perfeito, sabe-se que errar é humano, mas é necessário que se aprenda com seus próprios erros. Aprender com seus próprios erros é assumir a responsabilidade pelo que se fez de errado e é buscar comportamentos reparadores frente à pessoa, grupo ou situação que foi prejudicada com o erro nosso.

É exatamente o oposto do que assistimos nos comentários dos jogadores após alguns jogos, na Copa do Mundo. Eles não assumem a responsabilidade por seus erros. O problema é sempre projetado fora, no outro, o que faz com que eles, “coitadinhos” ainda se coloquem como vitimas de injustiças! Nossos filhos não podem assistir a essas declarações passivamente. É fundamental que os pais ajudem as crianças a desenvolverem um espírito crítico frente a essas desculpas imorais. Ética precisa ser ensinada e vivida junto a nossos filhos. Aproveitem essas imagens e ensinem o que não pode e não deve ser feito!

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/etica_criancas.htm - por Ceres Araujo

A introdução deste texto apresenta de maneira sumária e sucinta o tópico frasal – ideia-núcleo. O recurso usado pelo autor para a elaboração deste tópico frasal foi por meio de:

 

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