CIDADES SENSÍVEIS
As cidades são muitas vezes insensíveis a questões mais humanas, elas poderiam oferecer aos seus habitantes a oportunidade de gerir e transformar seu entorno, incentivar relações comunitárias necessárias para o fortalecimento das conexões entre as pessoas, famílias, amigos para que elas possam aproveitar as relações de confiança da sua vizinhança. Mas é preciso construir espaços para que as pessoas possam caminhar, evoluir, conhecer outras pessoas interessantes e continuar aprendendo.
Como as cidades podem aproveitar as informações que elas têm para promover processos de aprendizagem contínua? Como as cidades podem transformar habitantes em cidadãos, ou seja, protagonistas do seu bairro de modo que o meio ambiente urbano possa ser enriquecido pelas suas ações? Como fazer com que o entorno (espaço público) possa ser mais interessante e capaz de transformar seus habitantes?
As pessoas estão conectadas na rede eletrônica mas não estão conectadas com a sua cidade, elas não reconhecem as narrativas locais, não têm identidade com o espaço onde vivem, não são protagonistas no seu bairro ou cidade. Via de regra as pessoas estão conectadas com os espaços econômicos, ou seja, de consumo e trabalho ou vice-versa, mas poucas estão conectadas com seu espaço social e ambiental.
É preciso criar cidades mais sensíveis, que promovam a conexão do cidadão com as pessoas do seu entorno, com a rua, com a sua cidade através de espaços mais humanos, seguros e convidativos, uma cidade com mais oportunidades, que incentiva o aprendizado constante, a cidade que ensina. É preciso construir cidades que amem as pessoas, para que as pessoas amem o espaço onde vivem.
Lincoln Paiva (mobilidadesustentavel.blog.uol.com.br/)
Em sua crítica, o autor considera que hoje as pessoas passam mais tempo conectadas com: