Os impulsos para a aventura marítima não eram apenas comerciais. Há cinco séculos havia continentes mal ou inteiramente desconhecidos, oceanos inteiros ainda não atravessados. As chamadas regiões ignotas concentravam a imaginação dos povos europeus, que ali vislumbravam, conforme o caso, reinos fantásticos, habitantes monstruosos, a sede do paraíso terrestre. Em 1487, quando deixaram Portugal, encarregados em descobrir o caminho terrestre para as Índias, Afonso de Paiva e Pêro de Covilhã, exploradores portugueses, levaram instruções expressas de Dom João lll para localizar o reino do Preste João. Os sonhos associados à aventura marítima não devem ser encarados como fantasias desprezíveis, encobrindo o interesse material. Mas não há dúvida de que este último prevaleceu, sobretudo, quando os contornos do mundo foram sendo cada vez mais conhecidos e questões práticas da colonização entraram na ordem do dia.
(FAUSTO. B, 1995. p. 11. Adaptado.)
Em relação à ocupação da América pelos europeus, mais especificamente no caso dos lusitanos, a intensificação da presença de outros estrangeiros em terras portuguesas na América coincidiu com: