A hipótese dos campos mórficos, criada pelo inglês Rupert Sheldrake, representa uma salutar sacudida na biologia, com conseqüências em vários outros ramos da ciência.
Nos seres humanos, a ressonância mórfica pode ser uma ferramenta utilíssima para explicar o aprendizado, em especial o de idiomas. Pela teoria, em geral é mais fácil aprender o que outros já aprenderam antes, graças à memória coletiva acessível a todos os indivíduos da mesma espécie. Assim, os campos mórficos podem representar um novo ponto de partida para compreendermos nossa herança cultural e a influência de nossos ancestrais. O próprio biólogo reconhece, porém, que sua concepção tem um espaço em branco a ser preenchido. Se, por um lado, ela ajuda a explicar o modo como os padrões de organização são repetidos, por outro, não explicita como eles se colocam em primeiro lugar. Mas essa lacuna é estratégica, revela Sheldrake: "Isso deixa aberta a questão da criatividade evolucionária."
Planeta, ago./ 2005 (com adaptações).
No que se refere à organização das idéias no texto acima, julgue o próximo item.
Na articulação dos argumentos do texto, o termo "os indivíduos" retoma, por coesão, o mesmo conjunto de seres antes designados como "seres humanos".