Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O sonho de voar alimenta o imaginário do homem desde que ele surgiu sobre a Terra. A inveja dos pássaros e as lendas de homens alados, como Dédalo e Ícaro (considerado o primeiro mártir da aviação), levaram a um sem-número de experiências, a maioria fatal.
A história dos homens voadores é a mesma, desde a mitologia até o século XXI. Na antiguidade grega e latina, assim como em várias religiões asiáticas, africanas e pré-colombianas, os heróis tinham asas. Entre o imaginário e o voo real, as ideias mais absurdas trouxeram, às vezes, elementos para o progresso. A verdadeira compreensão da energia desenvolvida para voar passa por essa relação histórica e os seus pontos fortes.
Em 1903, um autor francês estava convencido de que a história de Ícaro não era uma lenda, mas sim o relato de uma experiência autêntica de voo. O cuidado com que Dédalo dispôs as penas, rígidas na base, soltas nas extremidades, e o fato de ter decolado do alto de uma colina lhe pareceram provas de uma profunda reflexão. Mas o poeta latino Ovídio cometeu um erro ao afirmar que a cera se derreteu ao se aproximar do sol. De fato, quanto mais alto se voa, mais baixa é a temperatura. Portanto, é necessário procurar outra causa para o acidente.
Passaram-se os anos e chegamos ao avião, que para os homens-pássaros foi uma decepção. Encontrou-se o que não se procurava. Viajar dentro de uma caixa voadora não corresponde ao que o homem quis durante milênios, nem ao ideal que contribuiu para animá-lo no seu inconsciente e nos seus sonhos.
(Xaropin Sotto. Céu Azul, n. 36. São Paulo: Grupo Editorial Spagat. p. 62-65, com adaptações)
De fato, quanto mais alto se voa, mais baixa é a temperatura. (3º parágrafo)
A relação lógica entre as duas afirmativas acima estabelece noção de