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TEXTO II
A Jesus Cristo Nosso Senhor
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
De vossa alta clemência me despido:
Porque, quanto mais tenho delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa, que vos há ofendido
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história.
Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada;
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.
Gregório de Matos
Analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. A expressão “me despido” (verso 2) pode ser interpretada como ‘desejo de corrigir-se dos erros e defeitos’.
II. Em “Que a mesma culpa, que vos há ofendido” (verso 7), os vocábulos em negrito podem ser classificados, respectivamente, como conjunção causal e conjunção integrante.
III. Nos versos “Glória tal e prazer tão repentino” (verso 10) e “Vos deu (...)” (verso 11), as palavras em negrito funcionam, sintaticamente, como núcleos do complemento verbal do verbo “dar”.
IV. A expressão “ovelha desgarrada” (verso 12) está funcionando como um objeto direto.
V. Em “Cobrai-a” (verso 13) o pronome que complementa o verbo é um anfórico.