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3428621 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Araguaína-TO

Agentes de combate às endemias: construção de identidades profissionais no controle da dengue

A dengue e outras arboviroses, como chikungunya, zika e febre amarela, constituem hoje problemas graves de saúde pública no Brasil. Cada qual com seus processos históricos, sociais e epidemiológicos distintos, impõem grandes desafios sociais e de saúde nos territórios onde estão presentes. Transmitidas pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, desde o início do século XX, elas apresentam ampla distribuição no território nacional.

As atividades de prevenção e controle das arboviroses no Brasil vêm sendo baseadas na estratégia de gestão integrada, nas quais os atores centrais são o agente de combate às endemias (ACE) e o agente comunitário de saúde (ACS). No caso específico da dengue, em 2002 o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), que incorporou os princípios da gestão integrada, fundamentando-se em alguns aspectos essenciais, com destaque para a integração das ações de controle da dengue na atenção básica, na tentativa da melhoria de cobertura, qualidade e regularidade do trabalho de campo no combate ao vetor. A integração é a base conceitual das Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, com destaque para as ações em conjunto do ACE e do ACS (Pessoa et al., 2016; Brasil, 2002, 2009). (...)

No âmbito das políticas de saúde e na tentativa de superar esse desafio, o Ministério da Saúde publicou em 2011 e, posteriormente, em 2017, em versão atualizada e em dois volumes, o livro Técnico em vigilância em saúde: diretrizes e orientações para a formação (Gondim, 2017). Este documento destaca alguns dos principais obstáculos dos processos de formação desses profissionais, tais como: desarticulação dos processos e programas de trabalho; fragmentação da área da vigilância em saúde; divisão de recursos estratégicos nos planos da organização e operacionalização; e a não priorização de alguns pilares da vigilância em saúde, como a multidisciplinaridade, a transversalidade e sua complexidade (Brasil, 2011; Gondim, 2017).

Esse último ponto pode gerar outros problemas para a organização e a qualidade dos serviços prestados por essa área, com consequências nocivas para a qualificação dos trabalhadores da vigilância e a estruturação das equipes. Algumas delas podem se expressar na alta concentração de trabalhadores qualificados – com formação superior – em capitais e municípios de grande porte e na falta de qualificação específica dos trabalhadores nas equipes de vigilância em saúde em pequenos municípios (Brasil, 2011).

No estudo que originou este artigo, o foco é dado ao agente de combate às endemias no contexto da dengue. Procurou-se discutir a possível construção de sua identidade profissional, relacionando-a com seu processo de trabalho, sua formação profissional, além de outros fatores que configuram as identidades profissionais.

Disponível em https://www.scielo.br/j/tes/a/S6t8CMQGttrBx9vsvvzyt7y/?lang=pt. Acesso em 31 de agosto de 2022.

As atividades de prevenção e controle das arboviroses no Brasil vêm sendo baseadas na estratégia de gestão integrada, nas quais os atores centrais são o agente de combate às endemias (ACE) e o agente comunitário de saúde (ACS)”.

Assinale a alternativa em que a crase ocorre pelo mesmo motivo pelo qual ela foi empregada no exemplo em destaque.

 

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