O Novo Testamento usa a palavra grega hamartia para "pecado". Esse substantivo deriva de um verbo que pode significar "perder alguma coisa", "tomar o caminho errado" ou, figurativamente, "trapacear com nosso próprio destino". Podemos, portanto, dizer que o pecado designa aquilo que rompe com a intenção de Deus para a vida humana. Essa palavra tem um sentido muito mais amplo do que "fazer algo errado".
Sobre a concepção de pecado, analise as afirmativas abaixo:
I - O pecado é, sobretudo, um conceito religioso. Ser pecador não significa automaticamente levar uma vida imoral; pode-se muito bem ser uma pessoa decente. Mas mesmo que o indivíduo não seja um canalha em termos humanos, do ponto de vista de Deus ele é um pecador.
II - Uma explicação sobre o pecado deve começar pela vontade do Criador. Essa afirma que o homem deve estar com Deus — senhor da vida — e moldar sua existência de acordo com os objetivos de Deus. O pecado é, portanto, o desejo humano da autossuficiência, seu desejo de conseguir viver sem Deus. Romper essa comunhão com Deus leva àquilo que a Bíblia chama de quebrar a lei, quebrar a santidade, de iniquidade e apostasia. Podemos dizer que o pecado é aquilo que separa o homem de Deus. Se Deus é amor, o pecado é a falta de benevolência. Quer se dirija a Deus quer a nossos próximos, os seres humanos, o pecado é aquilo que leva ao egoísmo e ao egocentrismo. Martinho Lutero o definiu sucintamente com a expressão latina incurvatus in se — ou seja, "encurvado em si mesmo".
III - O pecado, porém, não implica apenas as quebras individuais da lei de Deus — ou da ética cristã. É pior que isso. O pecado é mais profundo. Ele fica "no coração" — ou na vontade maligna do homem. É essa tendência da vontade — ou toda essa condição — que engendra aquilo que podemos chamar de pecado real. Assim, do ponto de vista teológico, é importante distinguir entre "pecado" e "pecados". O pecado é tanto um estado como uma atividade.
Estão CORRETAS as afirmativas
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