A captura da sardinha, com vistas a sua industrialização, teve início em 1964, inicialmente, a partir do estado do Rio de Janeiro e Santos – SP e, posteriormente, Itajaí – SC. A produção de 39 mil toneladas, em 1964, cresceu continuamente por quase dez anos com a demanda das indústrias enlatadoras as quais, com os benefícios dos incentivos à pesca, se multiplicaram. No início da década de 70, iniciou-se o declínio. Em 1999, segundo informações levantadas junto ao setor sardinheiro, a produção de sardinha, situa-se em níveis mais baixos já verificados na história de sua pescaria.
No terceiro trimestre daquele ano, a produção de toda a região Sudeste-Sul (área de ocorrência) contabilizava 13 mil toneladas, com a agravante de haver embarcações capturando grandes quantidades de indivíduos jovens, com metade do tamanho permitido, que rejeitadas pelas indústrias enlatadoras estão sendo comercializadas no varejo (in natura).
As primeiras medidas adotadas com vistas ao alcance da sustentabilidade da pesca da sardinha datam de 1977, a partir da evidente necessidade de se controlar o aumento do esforço de pesca exercido sobre o estoque. A adoção de um período de defeso (suspensão da pescaria), inicialmente de 40 dias e, posteriormente, de 60 dias, assim como a limitação do número de embarcações na pesca àquelas já inscritas no Registro Geral da Pesca, ou com licença para construção ou com pedido para construção em tramitação, procuravam esse objetivo.
Ministério da Agricultura e Abastecimento/Departamento de Pesca e Aqüicultura,
Internet: <http://www.mercadodapesca.com.br>. Acesso em 14/10/2003 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o item que se seguem, a respeito da situação dos recursos pesqueiros no Brasil.
A área de ocorrência de Sardinella brasiliensis está delimitada ao norte pelo Cabo de S. Tomé e ao sul pelo Cabo de Sta. Marta.