Se para a evolução de nossa espécie nos fez bem a capacidade de guardarmos energia em depósitos de gorduras em nossos corpos, atualmente o seu excesso patrocina o abreviamento de nossas existências, com comprometimento do bem-estar. É imperativo que procuremos desvendar e combater as causas ambientais, comportamentais e eventualmente infecciosas para o ganho exagerado de peso perante inúmeras suscetibilidades genéticas, enquanto o entendimento do moto-contínuo ao qual se submete o organismo em sua trajetória para obesidade torna clara a necessidade de intervenções.
À medida que aumentam os depósitos gordurosos, existe acréscimo da gordura visceral, aquela dentro do abdômen, entre as vísceras e dentro delas (exemplo: esteatose hepática), extremamente mobilizável e de metabolismo dinâmico, sendo constantemente formada e decomposta, envolvendo um cenário de substâncias nocivas.
NASCIMENTO, Antônio Carlos do In: Veja, 12 set. 2019. (Adaptado)
Em: “À medida que aumentam os depósitos gordurosos, existe acréscimo da gordura visceral [...]”, a relação de sentido estabelecida entre as proposições é de