Considere uma paciente de 44 anos de idade com diagnóstico de câncer cervical. Ela já recebeu seis ciclos de tratamento com paclitaxel, topotecan e bevacizumabe, mas, mesmo assim, está com o câncer em estadiamento 4. Há alguns meses, encontra-se em cuidados paliativos, recebendo, até a semana passada, 400 mg/dia de tramadol (dose máxima) para alívio da dor. Recentemente, passou a se negar a receber os medicamentos, afirmando que não funcionam; por isso, o quadro de dor piorou consideravelmente. A paciente é divorciada e tem três filhos, de 10 anos, 12 anos e 15 anos de idade. O histórico médico revela dependência a cocaína e heroína. O médico assistente opta por não prescrever analgésicos mais potentes.
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Nas abordagens terapêuticas relacionadas aos cuidados paliativos, requerem-se equipes multiprofissionais. O farmacêutico, por exemplo, poderia auxiliar os prescritores quanto à terapia analgésica mais indicada, bem como atuar junto aos pacientes, esclarecendo quanto à respectiva condição, aos medicamentos, aos efeitos adversos e à forma de uso, entre outras contribuições.