Uma paciente de 8 anos de idade recebeu diagnóstico de fibrose cística pelo teste neonatal de tripsinogênio imunorreativo, com confirmação do teste do suor, aos 5 meses de vida. No decorrer da vida, padeceu de diversas infecções respiratórias com farmacoterapia antimicrobiana que se mostrava eficaz, à exceção dos últimos meses. Atualmente em internação, recebe tobramicina inalatória preventiva e demonstra dispneia persistente, com SatO2 = 85%, e significativa redução de peso. Confusa e muito assustada, a paciente queixa-se de dores intensas.
Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Pacientes com fibrose cística frequentemente apresentam infecções respiratórias crônicas e também oportunistas. Apesar de ser de primeira escolha, o uso da tobramicina precisa ser revisto. É necessário coletar amostras e realizar cultura para identificação de outros agentes patógenos, bem como verificar a sensibilidade. Após tais ações, deve-se avaliar a substituição ou o acréscimo de novos antimicrobianos. A fisioterapia respiratória também é imprescindível.