Magna Concursos
190671 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-I – questões de 33 a 35

Enunciado 3317313-1

O advento da tecnologia digital tem proporcionado uma série de facilidades desconhecidas até bem recentemente. A Internet, o CD-player, o DVD, os jogos interativos de computador, a televisão digital de alta definição, a telefonia celular e a tomografia computadorizada são exemplos atuais dessa transformação digital. Entretanto, as versões digitais de sinais como voz, música, TV e filmes, requerem uma imensa quantidade de bits/segundo para armazenar ou transmitir as informações de interesse. Para exemplificar, a tabela acima apresenta os requisitos de diversas fontes de sinal em suas formas originais (não-comprimidas). Nessa tabela, vários números observados, principalmente na última coluna, mostram valores muito altos, demandando grande quantidade de memória para o armazenamento da informação e(ou) tempo de alocação de canal no caso de transmissão.

A compressão de dados, uma subárea dentro de processamento digital de sinais, estuda a representação eficiente das fontes de sinais. Essa eficiência é buscada no sentido de minimizar as redundâncias de informação das fontes. No sentido de sistemas estocásticos, a redundância pode ser posta como a dependência estatística dos símbolos gerados pela fonte de sinal. Utilizando os recursos e avanços tecnológicos de redes de comunicações, microeletrônica de processadores digitais, computadores e equipamentos de telecomunicações, atualmente, já se tem uma série de ferramentas que fazem uso da compressão de dados para possibilitar a implementação de diversos produtos de mídia digital.

De forma geral, aplicações como TV, teleconferência e vídeo também vêm tecnologicamente caminhando no sentido da implementação digital. Entretanto, como pode ser constatado na tabela do texto CE-I, o tratamento de vídeo na forma digital envolve uma grande quantidade de bits. Por outro lado, cada quadro do vídeo exibe uma redundância intrínseca típica que também pode ser observada na linha temporal, ou seja, de quadro para quadro. Podese, então, pensar em comprimir o vídeo, minimizando-se a redundância intraframe (dentro de cada quadro) e interframe (entre frames distintos). Desde a década de 70 do século passado, tem-se pesquisado e desenvolvido técnicas de compressão de vídeo para tornar realizável as propostas digitais. A compressão de vídeo pode ser vista, em poucas palavras, como a compressão de uma seqüência de imagens que se sucedem segundo uma variável temporal. Vários padrões foram desenvolvidos ou ainda estão em estudo. No que se refere aos padrões de compressão de vídeo, julgue os itens que se seguem.

O algoritmo MEPG-3, popularmente conhecido como MP-3, constitui uma evolução da codificação de áudio do MPEG-2 e deu origem a um novo padrão de codificação de áudio, atualmente muito difundido na Internet.

 

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