A história inspiradora da mulher que sobreviveu por
quarenta anos após receber transplante de coração e
pulmão
A britânica Katie Mitchell é a paciente com maior tempo
de sobrevivência após um transplante combinado de
coração e pulmão no Reino Unido. Moradora de
Londres, ela passou pela cirurgia há trinta e oito anos,
quando estava com quinze anos, após ser diagnosticada
com a rara síndrome de Eisenmenger, que provoca
pressão elevada nas artérias pulmonares, danos
irreversíveis e insuficiência cardíaca.
Ao relembrar o aniversário do transplante, Mitchell afirma
pensar sempre na doadora. "Só sei que era uma mulher
jovem. Sua família decidiu doar os órgãos em um
momento de dor profunda, e sou muito grata por isso."
Segundo Anthony Clarkson, porta-voz do Serviço
Nacional de Saúde britânico (NHS), o caso de Mitchell
demonstra a importância da doação de órgãos, já que o
procedimento é complexo e raro — apenas cinco por ano
no país.
Antes da operação, Katie mal conseguia subir escadas e
apresentava coloração azulada pela falta de oxigênio.
"Assim que voltei do transplante, estava rosada. A
melhora foi imediata", lembra.
Hoje, ela reflete sobre ser a pessoa que mais viveu com
um transplante duplo. "Penso muito na família da
doadora. Graças a eles, ganhei uma vida normal."
No Reino Unido, cerca de doze pessoas aguardam um
transplante duplo e mais de oito mil estão na fila por
algum órgão.
O cirurgião Aaron Ranasinghe explica que a taxa de
sobrevivência após esse tipo de operação é de cerca de
85% no primeiro ano e pouco mais da metade vive por
até doze anos. "O fato de Katie ter chegado tão longe é
extraordinário."
Clarkson reforça que sua história comprova como a
doação salva e transforma vidas — e que cada doador
pode ajudar até nove pessoas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo.adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tema central do texto.
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