Einstein dormia 10 horas por noite; Picasso virava a madrugada. Freud trabalhava 13 horas por dia; Darwin, só três. Conheça a rotina de algumas das mentes mais brilhantes da humanidade. E entenda por que não há receita para o sucesso.
Albert Einstein (1879 – 1955)
Hitler chegou ao poder na Alemanha em 1933. No mesmo ano, Einstein fugiu de seu país natal e passou a lecionar na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. O cientista judeu ficaria por lá até se aposentar, em 1945 — coincidentemente, ano de morte do ditador nazista.
Na época, ele já era famoso por sua Teoria da Relatividade, então se permitia uma rotina mais tranquila. Às 9 h, levantava da cama enquanto seus pés já procuravam pelo sapato social. Não havia meias na gaveta — para Einstein, elas eram desnecessárias. Depois de tomar café e ler o jornal, às 10h30 ia caminhando até a faculdade. Chegando lá, o cientista trabalhava durante incríveis… duas horas. Sim: às 13 h Einstein batia o ponto e voltava para almoçar em casa às 13h30.
Uma siesta era seguida de uma xícara de chá. Então passava o resto da tarde em casa, recebendo visitas, respondendo a correspondências ou trabalhando em pesquisas teóricas.
Depois do jantar (macarrão era um de seus pratos favoritos), mais correspondências e estudos. Einstein se deitava às 23 h para totalizar suas dez horas de sono por noite.
Sua dica para quem quer ter uma rotina criativa: reservar períodos para não fazer nada. “Não esqueça que, além das oito horas de trabalho, cada dia tem oito horas para se divertir”.
Stephen King (1947 – )
King pode entrar para a lista de escritores mais disciplinados que já existiram. Para ele, o autor não deve esperar pela inspiração. Deve sentar e escrever — o que ele faz todos os dias, incluindo feriados e aniversários. Mais: ele não sai da escrivaninha até completar, no mínimo, duas mil palavras. O resultado desse hábito são os 64 romances que ele publicou nos últimos cinquenta anos.
O fluxo criativo começa entre 8 h e 8h30, após uma caminhada matinal. Em alguns dias, ele atinge a meta antes do meio-dia, mas geralmente fica até as 13h30 trabalhando. A tarde e noite são todas dedicadas ao lazer: tirar cochilos, escrever cartas, passar tempo com a família e assistir a jogos de beisebol.
O autor costuma comparar a escrita com o sono: “Como o seu quarto, sua sala de escrita deve ser privada, um lugar onde você vai para sonhar”. King defende que o ritual de começar a escrever é justamente o que traz a inspiração, não o contrário.
Em resumo: acordar cedo ou virar a noite, trabalhar três ou treze horas por dia, adotar um cronograma rígido ou mais livre não vão transformar ninguém em gênio. Genial mesmo é conseguir adaptar a rotina ao seu ritmo pessoal.
Como era a rotina criativa de Einstein, Darwin e outros 6 gênios? Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
o termo “que” classifica-se como um pronome relativo.