Existe uma incidência significativa de fatores de risco que desencadeiam sintomas que podem causar algum transtorno psiquiátrico durante a gestação, o parto e o período puerpério das mulheres. Em detrimento a esses fatores, o psicólogo hospitalar deve possuir conhecimentos mais específicos e adaptados para intervenções hospitalares, além de noções que envolvam aspectos físicos e doenças que podem acometer pacientes durante tais períodos. Esses conhecimentos contribuem para o exercício da profissão e para a prevenção de inúmeras alterações psiquiátricas, auxiliando na percepção e aceitação das mulheres diante de mudanças físicas, hormonais e emocionais, além de um olhar integral e humanizado. Considerando os aspectos do ciclo gravídico- puerperal e da vida em geral da paciente, são consideradas atribuições do psicólogo hospitalar:
I. Apresentar um conhecimento superficial das fases gestacionais e acompanhar de forma simplificada as alterações emocionais que acontecem, intervindo e orientando devidamente a gestante.
II. Intervir psicologicamente no parto, através de técnicas como dessensibilização sistemática e psicoterapia breve, que possam contribuir para a diminuição, bem como o controle da ansiedade das gestantes.
III. Manter o foco do atendimento na paciente e sua reorganização psíquica no período do puerpério, deixando em segundo plano a rede de apoio social, avaliando, assim, o vínculo do nascimento do filho de maneira mais objetiva.
IV. Atentar-se para as diversas condições de risco envolvendo fatores orgânicos, sociais, psicológicos, culturais e econômicos que sejam prejudiciais na evolução de uma gestação, atuando de maneira preventiva, tentando diminuir tais riscos gestacionais.
Está correto o que se afirma apenas em