Uma mulher de 27 anos com epilepsia diagnosticada pela primeira vez na infância e sem história psiquiátrica conhecida, foi admitida em um hospital de grande porte após ter apresentado quadro de convulsões em seu quarto.
Quando chegou ao hospital, a administração de fenitoína interrompeu a atividade convulsiva. Estudos laboratoriais revelaram níveis terapêuticos dos medicamentos anticonvulsivantes que ela costumava usar e nenhuma evidência de infecções ou perturbações metabólicas. Paciente foi, então, admitida para atendimento neurológico para prosseguir com monitoramento e colocada sob monitoramento de vídeo-EEG (vEEG) com redução da dose de medicamentos anticonvulsivantes até sua descontinuação. Durante o monitoramento, ela apresentou vários episódios de atividade motora convulsiva, sendo que nenhuma delas foi associada a atividade epileptiforme no EEG.
Desse modo, solicitou-se consulta psiquiátrica. Durante a entrevista, ela negou humor deprimido ou qualquer tipo de alterações do sono, de energia, concentração ou apetite. Ela relatou ausência de pensamentos de machucar a si ou a terceiros e não apresentava sinais ou sintomas compatíveis com mania ou psicose. Não havia história familiar de doença psiquiátrica nem de abuso de substância.
O diagnóstico mais provável segundo o DSM-5 é: