Aos melhores, o melhor
O maior desafio brasileiro para se destacar como uma potência global é conhecido de todos: a educação. Embora muito tenha sido feito em termos de inclusão nos últimos anos, as escolas ainda deixam a desejar em qualidade. Em todas as avaliações internacionais do ensino básico, costumamos ficar atrás de outros países emergentes. Nosso(a) ensino superior, ainda que com raros e capazes centros de excelência, pouco tem contribuído para gerar as inovações de que tanto nossa(a) economia precisa para ser mais produtiva e mais vigorosa.
O caso da jovem paulistana(b) Tabata de Pontes, de 18 anos, mostra como o jovem brasileiro, a despeito de nossas deficiências educacionais, sabe agarrar as oportunidades que aparecem para destacar-se(b) nos estudos. Filha de um cobrador de ônibus e de uma dona de casa da periferia de São Paulo, ela começou a estudar na escola pública e, no mês passado, foi aceita para cursar a graduação em seis universidades americanas(d), todas cotadas entre as 20 melhores do mundo.
Sua(c) história (...) nos(a) deixa três mensagens distintas. A primeira é a importância do esforço individual para superar as adversidades e vencer os obstáculos que surgem diante dos objetivos almejados. A segunda é a necessidade de estruturas de apoio para ajudar aqueles que, dotados de iniciativa individual, muitas vezes não têm condição de seguir seu caminho de modo solitário. Finalmente, a terceira — e crucial — lição é o inestimável valor da meritocracia, graças à qual as universidades americanas se empenham em atrair os melhores cérebros, para poder se tornar polos de primeira linha(d) na geração de conhecimento e inovação.
Jamais conseguiremos construir um sistema desses(d) no Brasil enquanto houver a vitimização das crianças e dos jovens de origem pobre, tratados de forma paternalista; enquanto o Estado for refém do corporativismo de professores e daqueles setores que pouco fazem para apoiar os alunos mais promissores; e enquanto o país não acreditar na alma do sistema meritocrático: os melhores — como Tabata — merecem o melhor.
Adaptado de: GUROVITZ, Hélio. Aos melhores, o melhor. In: Revista
Época, São Paulo: Editora Globo, n.731, 21 mai. 2012. p. 8
Assinale a alternativa correta quanto aos processos coesivos empregados no texto.
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