Estudos epidemiológicos observacionais buscam simular as condições e resultados de estudos experimentais. Neles não há controle da variável de exposição, sendo mais susceptíveis à interferência de variáveis de confundimento e a vieses. São muito utilizados por serem mais práticos, baratos e factíveis de serem conduzidos, especialmente pelo fato de a variável de exposição não ser controlada pelos pesquisadores. Outra vantagem desses estudos é serem realizados em cenários naturais. Em relação às características desses estudos, considere as afirmações a seguir.
I - Os estudos de Casos e Controles avaliam a associação entre a exposição aos fatores de risco e a doença. Os participantes são selecionados entre indivíduos que já têm a doença (casos) e aqueles que não a têm (controles). Nesses grupos, verificase o número de expostos a um ou mais fatores de risco. Se determinada exposição for um fator de risco à doença, a proporção de expostos entre casos será maior do que a proporção entre controles. Esse estudo é retrospectivo e tem grande aplicabilidade quando a doença tem baixa incidência.
II - A principal desvantagem de um estudo transversal é a possibilidade de perdas durante o período de acompanhamento, o que poderia distorcer os resultados do estudo.
III - Quanto à temporalidade, os estudos de Coorte são chamados de prospectivos, porém alguns podem demorar muitos anos para se completar. Entretanto, existe uma abordagem alternativa para reduzir custos e diminuir o período de acompanhamento, que é o delineamento de uma Coorte retrospectiva ou Coorte histórica. São utilizados dados do passado para obterem-se resultados mais rapidamente. A Coorte retrospectiva é essencialmente a mesma do que a prospectiva: um grupo de sujeitos é acompanhado com a verificação inicial da presença de variáveis de exposição preditoras e a avaliação do desenvolvimento subsequente de desfechos.
Quais estão corretas?