Quando morre uma língua
Quando morre uma língua,
não se refletem mais
neste espelho
as coisas divinas:
estrelas, sol, lua.
Nem as coisas humanas:
pensar e sentir. (...)
Quando morre uma língua,
ninguém, seja lá quem for,
jamais conseguirá repetir
suas palavras de amor,
suas entoações de dor e querência,
ou - quem sabe? - seus velhos cantos,
suas histórias, discursos, preces.
Quando morre uma língua,
significa que outras antes já morreram,
e muitas ainda podem morrer.
Espelhos quebrados para sempre,
sombra de vozes
silenciadas para sempre:
a humanidade se empobrece.
(Disponível em http://www.taquiprati.com.br/cronica.)
De acordo com o poema,