O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a condenar os aspectos negativos da globalização. De forma indireta, criticou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o formato que os EUA querem para a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Em discurso durante reunião promovida em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na sede das Nações Unidas, Lula disse que “a racionalidade da globalização não satisfaz o interesse das maiorias”. Para ele, “globalização justa significa regimes que remunerem a maior competitividade dos agricultores nos países em desenvolvimento, ao eliminar as barreiras que restringem o acesso aos mercados ricos”.
Qualificando a fome como um “fenômeno economicamente irracional, politicamente inaceitável e eticamente vergonhoso”, Lula atuou como anfitrião no encontro que contou com a presença de dezenas de representantes de países. Para ele, a fome é “a pior arma de destruição em massa que existe”.
Jornal do Brasil, 21/9/2004, p. A5 (com adaptações).
Tendo o texto acima como primeira referência e considerando os múltiplos aspectos suscitados pelo tema que ele aborda, julgue o item seguinte.
Uma das razões pelas quais o presidente brasileiro tem ampliado suas crítica ao FMI é certamente a extrema liberalidade com que esse organismo trata a fixação das metas de superavit primário a que estão obrigados os países que dele se socorrem, inclusive admitindo a não-inclusão nelas dos gastos com infra-estrutura.