Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos
O cometa C/2022 E3 (ZTF) cruzará novamente o céu
da Terra após 50 mil anos desde a última visita e poderá ser
visto a olho nu no final deste mês.
O pequeno corpo rochoso e gelado tem o diâmetro
5 de apenas um quilômetro e foi descoberto em março de
2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que
opera o telescópio Samuel-Oschin no Observatório
Palomar, na Califórnia, Estados Unidos.
Há 50 mil anos, o C/2022 E3 (ZTF) visitou o interior
10 do sistema solar e passou perto da Terra. Ele foi detectado
novamente no caminho da órbita de Júpiter e passará nesta
semana perto do Sol.
Os astrônomos, que calcularam sua trajetória após
meses de observação, apontaram que ele atingirá seu peri-
15 hélio, o ponto mais próximo ao Sol, na próxima quinta-feira
(12).
Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo em
seu núcleo passa para o estado gasoso e libera uma longa
cauda que reflete a luz do astro-rei.
20 Esse brilhante fenômeno é o que será visto da Terra,
inicialmente no hemisfério norte, à medida que C/2022 E3
(ZTF) se aproxima.
O cometa brilhará em todo o seu esplendor
"quando estiver mais próximo da Terra", afirma o professor
25 de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Thomas
Prince, que trabalha para a ZTF.
Entretanto, será menos espetacular que o cometa
Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que foram muito
maiores.
30 O objeto espacial pode ser visto à noite com um
bom par de óculos ou mesmo a olho nu, desde que o céu
esteja claro, não haja poluição luminosa e o brilho da Lua
não incomode.
"Talvez tenhamos sorte e seja duas vezes mais
35 brilhante do que o esperado", arrisca o astrofísico do
Observatório de Paris-PSL, Nicolas Biver.
O melhor período de observação será o fim de
semana de 21 e 22 deste mês e a semana seguinte.
Durante esse período, ele passará entre as
40 constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior. Mais tarde,
poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os
limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu.
Segundo os modelos atuais, os cometas vêm ou do
cinturão de Kuiper, localizado para além da órbita de
45 Netuno, ou da nuvem de Oort, uma imensa área localizada
a quase um ano-luz do Sol, no limite de seu campo
gravitacional.
Esse cometa "vem inicialmente da nuvem de Oort",
de acordo com Biver ao considerar sua órbita. Desta vez,
50 ele provavelmente "sairá do sistema solar de uma vez por
todas", acrescenta ele.
Os preparativos para contemplá-lo estão
concluídos, e os cientistas esperam aprender um pouco
mais sobre a composição dos cometas, em especial graças
55 ao poderoso Telescópio Espacial James Webb.
"Iremos observar por todos os lados. Não é o cometa
do século, mas estamos felizes em poder ver cometas como
este a cada um ou dois anos, pois os consideramos vestígios
da formação do sistema solar", diz o astrofísico.
(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/cometa-cruzara-ceu-da-terra-apos-50-mil-anos.shtml. 7.jan.2023)
Mais tarde, poderá ser visto no Hemisfério Sul para então partir para os limites do sistema solar, onde provavelmente nasceu. (L.40-42)
O termo sublinhado no período acima apresenta valor