O caso clínico a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
“Mulher, 18 anos, é trazida ao pronto-socorro pelo pai com relato de que há cinco dias se apresenta confusa com episódios febris associados ao quadro. Relata que, hoje, houve intensificação dos sintomas; e evolui com rebaixamento do nível de consciência. O pai relata, ainda, que a paciente estava urinando com mais frequência. Nega diagnóstico de comorbidades prévias. Exame físico à admissão: PA 124 x 88 mmHg; FC 120; FR: 40 irpm; Tax 36° C; glicemia capilar 402 mg/dL; saturação de oxigênio 95% em ar ambiente; TEC > 5 segundos; ACV: RR2T; BNF; sem sopros. AR: MV + ARA; MMII: sem edemas e panturrilhas livres; abdômen: plano, flácido, sem massas palpáveis. Neurológico: Glasgow 9 (O3 V3 M3); ausência de sinais de irritação meníngea. Não foi possível testar força em membros; reflexo cutâneo plantar em flexão bilateralmente. São solicitados exames laboratoriais que apresentam os seguintes resultados: hemograma: HB 12,4 g/Dl; HT 37%; leucócitos globais 22.570/mm³; plaquetas 186.000/ μl; gasometria arterial pH 7,20/ HCO3 8 mEq/L / PCO2 12 mmHg / PO2 80 mmHg / BE -12 / ureia 28 / Na 128 mEq/L; K 3,0 mEq/L; Cl 92 mEq/L; creatinina 0,6 mg/dL; e, lactato arterial 5 mmol/L.”
Sobre o distúrbio ácido básico evidenciado pela paciente, podemos afirmar que trata-se de uma acidose metabólica: