Magna Concursos
3039019 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: STF

Desde que os revolucionários franceses, a partir de 1789, passaram a proclamar, aos quatro ventos, sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a ideia de “direitos humanos”, malgrado contramarchas, só ganhou respeitabilidade, a ponto de hoje desfrutar de quase unanimidade mundial — o que, com certeza, nada nos informa quanto ao modo como, em cada canto deste vasto mundo, essa teoria faz seu salto para a prática, ou mesmo quanto ao que significa, na prática, esse salto. Talvez não tenha havido opressor nos últimos duzentos anos, ao menos no Ocidente, que não tivesse, em algum momento, lançado mão da linguagem dos direitos humanos.

Por que tem sido tão fácil falar em direitos humanos, por que essa expressão tornou-se assim maleável, complacente e moldável, a ponto de a vermos pronunciada, sem rubor, pelos mais inesperados personagens? O que significa ela exatamente? Ou melhor, ela ainda conserva um significado?

José Damião de Lima Trindade. História social dos direitos humanos. São Paulo: Peirópolis, 2002, p. 15-6 (com adaptações).

Com relação ao texto acima, julgue o item.

O emprego do pronome possessivo “sua” marca a ligação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão com a França e reforça, consequentemente, o contraste com a ideia de universalismo registrada no texto por elementos como “humanos”, “mundial” e “em cada canto deste vasto mundo”.

 

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