A
É um tipo de processador digital que substitui sozinho o equalizador, crossover, compressor-limitador, e reverb. Tem a finalidade de processar o sinal, após sua amplificação, pelos amplificadores de áudio, de modo a controlar o sinal de áudio já amplificado, antes que seja enviado às caixas acústicas ou alto-falantes, para então corrigi-lo ou ajustá-lo às características da caixa acústica ou via de amplificação de uma caixa, amplificador, de modo que seja possível se obter máximo rendimento em termos de pressão sonora, com mínimo risco de queima de alto-falantes.
B
É um tipo de processador de áudio também conhecido (popularmente) como crossover digital. Tipicamente possui várias entradas e várias saídas. Geralmente mais saídas do que entradas. Pode-se endereçar o sinal de entrada para qualquer das saídas, e podese, ainda, aplicar, ao sinal de cada saída, equalização, filtragem, compressão-limitação, bem como delay (atraso), e então enviá-lo aos amplificadores que entregarão um sinal de áudio de tensão bem mais elevada capaz de excitar alto-falantes drivers e tweeters. O recurso de Delay é muito útil em sistemas de grande porte, com torres de caixas acústicas para reforço (popularmente conhecidas como torres de delay), além do sistema de P.A. (public adressed, ou endereçado ao público), para corrigir o atraso, na chegada do som (ao público), vindo das caixas acústicas mais distantes (do P.A.), em relação ao conjunto de caixas da torre, mais próximas, de uma parte do público (que escuta o som vindo dos dois sistemas).
C
É um tipo de processador de áudio digital que tipicamente possui várias entradas e várias saídas. Geralmente mais saídas do que entradas. O objetivo do uso desse tipo de processador é o de simplificar o processamento de áudio, com maior qualidade de sinal (o que é obtido pelo fato de ser digital) e então enviar aos amplificadores, exatamente dentro dos parâmetros que eles podem operar, para entregar em suas saídas, um sinal amplificado, forte o suficiente, para excitar caixas acústicas e altofalantes, mas também “moldado” (é o que faz o processamento) para extrair o máximo de rendimento (em pressão sonora e resposta em frequências) desses transdutores.
D
Há muitos anos que as empresas de sonorização profissional de grande porte (no Brasil e no exterior) vêm percebendo que alto-falantes, drivers e tweeters, mesmo sendo das melhores marcas/modelos, apresentam condições diferentes de operação (rendimento) em regime de alta-potência. Não demorou para concluírem que para se extrair o máximo deles, é preciso respeitar suas características. Por esse motivo, ao longo dos anos, vem aumentando a frequência com que se vê serem adicionados processadores analógicos, tais como equalizadores (especialmente os paramétricos), compressores, noise gates, e delay nas saídas dos crossovers, para aumentar o controle do sinal que vai para o amplificador e para os alto-falantes e/ou caixas acústicas. Não é um procedimento que se popularizou, porque exigia um certo investimento em equipamentos, para o qual nem todas as empresas dispunham de recursos.
E
Gerenciadores de sistemas ou crossovers digitais convertem o sinal analógico para o domínio digital, com elevada taxa de amostragem e resolução (tipicamente 24 bit, 96 kHz), após o que, aplicam processamento de equalização, compressão e/ou limitação, filtragem, tudo no domínio digital, e depois o convertem em analógico, para então enviar aos amplificadores. As vantagens são muitas. O custo certamente é a maior vantagem, pois é bem mais barato se ter processadores como aplicativos (software) do que processadores. É também mais simples e ocupa menos espaço. Um processador digital típico, de 2 entradas e 6 saídas, ocupa o mesmo espaço físico que outro de 4 entradas e 10 saídas. Já se fossem analógicos e em módulos separados, equalizadores, compressores-limitadores, crossovers, delays, na quantidade necessária, para 10 vias, ocupariam mais espaço e necessitariam de uma boa quantidade a mais de cabos e conectores.