TEXTO
A genética fracassou?
Escrever o manual de instruções de uma pessoa: esse era o objetivo dos cientistas que começaram, em 1990, a mapear e sequenciar o genoma humano. Um trabalho duro. A chave para desvendar nosso corpo estava em um código formado por milhares de genes, cada um deles com uma função definida – e completamente desconhecida. Com um mutirão de cientistas e computadores potentes, no entanto, o mundo achou que chegara a hora de entender tudo: por que ficamos doentes, nascemos com cabelos lisos ou crespos, sentimos mais ou menos dor do que os amigos. Entender por que uma pessoa funciona do jeito que funciona.
Seria uma obra revolucionária para a saúde do homem. Saberíamos com antecedência que doenças nos afetariam no futuro. Desligando genes que causam disfunções e ligando aqueles responsáveis pelo conserto, seria mínimo o risco de sofrermos de males hereditários. Acreditando nisso, o mundo comemorou quando o mapeamento do genoma humano foi apresentado em 2000, quase completo. Em coisa de 10 anos, diziam os líderes do projeto, viveríamos melhor. E mais.
Os 10 anos passaram e o que foi prometido não aconteceu. Seu médico, leitor, ainda não sabe por que exatamente o câncer afeta pessoas saudáveis de repente. Nem prescreve remédios feitos só para você, de acordo com seu genoma. Mas por que a pesquisa genética fracassou em suas promessas? E uma pergunta mais importante: ainda tem chance de dar certo? (...)
João Vito Cinquepalmi, setembro de 2010.
Disponível em< http://super.abril.com.br/ciencia/genetica-fracassou-598852.shtml>.
Acesso em 10/08/13, às 9h10min . (texto com adaptações)
Acesso em 10/08/13, às 9h10min . (texto com adaptações)
“Acreditando nisso, o mundo comemorou...”
As ações verbais do enunciado acima expressam, respectivamente, ideias de