Entre 1835 e 1875, o Império do Brasil enfrentou uma série de revoltas sociais e provinciais que, embora distintas em duração, localização, composição social e projeto político, compartilharam um pano de fundo comum: a tensão produzida pela formação do Estado nacional centralizado, a distribuição desigual do poder territorial, a crise das economias regionais, a exclusão política de amplos segmentos da população e a persistência da ordem escravocrata. Essas revoltas desafiaram simultaneamente elites imperiais, arranjos locais de poder e estruturas socioeconômicas, sendo, em alguns casos, mais radicais em seus novos pactos sociais do que os levantes liberais liderados por setores oligárquicos.
Em um estudo comparado, um pesquisador concluiu que algumas dessas revoltas expressaram conflitos sociais de base popular e antioligárquica, outras assumiram um caráter separatista ou autonomista com liderança de elites regionais, e algumas combinaram questionamentos raciais e religiosos à ordem escravocrata ou rupturas técnicas e fiscais na modernização territorial do Império. Considerando essa tipologia e a coerência histórica dessas revoltas, assinale a alternativa correta e precisa: