“É uma infecção sistêmica causada por estreptococos β-hemolíticos do grupo A. A doença começa como uma tonsilite estreptocócica com faringite, na qual os microrganismos elaboram uma toxina eritrogênica que ataca os vasos sanguíneos e produz o exantema cutâneo característico. Essa condição ocorre em pacientes suscetíveis, que não têm anticorpos antitoxina. O período de incubação varia de um a sete dias e os achados clínicos significantes incluem febre, enantema e exantema. É mais comum em crianças entre os três e doze anos. O enantema da mucosa oral envolve as amígdalas, faringe, palato mole e língua; amígdalas, o palato mole e a faringe se tornam eritematosos e edemaciados e as criptas amigdalianas podem ser preenchidas por um exsudato amarelado. Nos casos graves, os exsudatos podem se confluir se assemelhando à difteria. Petéquias dispersas podem ser encontradas no palato mole em até 10% dos pacientes afetados. Durante os dois primeiros dias, o dorso da língua apresenta uma cobertura branca na qual apenas as papilas fungiformes podem ser visualizadas; isso tem sido chamado de língua em morango branca, por volta do quarto ou quinto dia, ocorre descamação da cobertura branca revelando uma superfície dorsal eritematosa com papilas fungiformes hiperplásicas, a língua em morango vermelha”. A doença sistêmica com repercussão na cavidade bucal é: