[...] Canções não resolvem nenhum problema nem aliviam qualquer sofrimento − elas não podem dominar o passado de uma vez por todas ou desfazê-lo em nenhuma de suas partes. Mas podem, à maneira de Homero, "endireitar a história com palavras mágicas para encantar os homens para sempre". E podem, muitas vezes, reconciliar cada um de nós com seu próprio passado, narrando-o a nós mesmos e a outros. A narrativa moldada pela canção tem sempre o mundo como ponto de partida: ela abre trilhas no emaranhado das coisas humanas, opina sobre elas, discute quanto valem, dá caráter público àquilo cujo conhecimento estaria, num primeiro momento, fechado no coração do homem, e expõe de modo transparente a verdade íntima dos sentimentos humanos.
(Heloisa Maria Murgel Starling. "Música popular brasileira: outras conversas sobre os jeitos do Brasil".)
O papel da mulher está definitivamente ligado ao grupo social no qual está inserido, à medida que a questão transcende o âmbito da família.
Considerado o padrão culto escrito, é correto afirmar sobre a frase acima: