Uma agente comunitária de saúde (ACS) de uma equipe de saúde da família foi à residência de uma nova moradora para realizar o cadastro desta na unidade básica de saúde (UBS). Ao tocar a campainha, percebeu que a mulher caminhava a passos lentos e com dificuldade. A ACS se identificou e disse que realizaria o seu cadastro, perguntando a respeito dos itens constantes na “ficha de cadastro”. A ACS constatou que a senhora de mais de 70 anos de idade tinha aparência triste, estava abaixo do peso, apresentava-se pálida e era desdentada total. Ao adentrar a casa dessa senhora, a ACS averiguou haver muita sujeira espalhada no chão. Ao fazer questionamentos referentes ao cadastro da usuária na UBS, a ACS perguntou se a senhora possuía alguma doença e ela respondeu que “tinha problema com açúcar no sangue”, porém, desde que se mudou, não tinha acompanhamento médico. Por fim, a ACS solicitou à senhora que procurasse a UBS de sua equipe para iniciar o acompanhamento. Na data agendada, a senhora adentrou a UBS e foi acolhida pelo técnico de enfermagem da equipe laranja. A ACS, em reunião prévia da equipe, já havia comentado acerca da visita domiciliar realizada na casa da senhora. O técnico aferiu a glicemia da usuária e observou alta concentração de glicose no sangue (200 mg/dL) e, por achar que a senhora estava com muita debilidade física, conversou com a médica da equipe para examiná-la no mesmo período. Durante a anamnese, a médica constatou que a usuária, além de ser diabética, tinha má alimentação, dificuldade para mastigar, bebia sucos de saquinhos e consumia sopas artificiais para passar a fome, e também disse que perdeu o próprio marido recentemente, agravando seu estado emocional.
Com base na situação- problema apresentada e nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
O tratamento proposto pela médica deve ser focado no controle glicêmico da usuária, prescrevendo medicação e provendo alta clínica.